ORIGEM: CALENDÁRIO, MESES E DIAS DA SEMANA

ORIGEM: CALENDÁRIO, MESES E DIAS DA SEMANA

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Surgiram inicialmente para pequenos períodos de tempo (dias e semanas) e posteriormente para programar os plantios e colheitas, determinados pelas estações. Mas a determinação precisa dos dias de início de uma estação e fim da outra só era feita por sacerdotes muito experientes, que elaboraram os calendários que eram registros escritos dos dias onde eram marcadas datas de cheias, plantios e colheitas. Na antigüidade a comunicação entre os povos e principalmente entre os sacerdotes de cada nação era difícil. Além disso, cada rei queria impor sua autoridade e impunha o calendário que lhe era conveniente. Por essas razões muitos calendários foram criados.
 

Os calendários principais eram:

Calendário Babilônico: o ano não tinha um numero de dias fixo. O ano era dividido em 12 meses lunares de 29 ou 30 dias cada o que somava 354 dias. Também faziam a divisão do mês em semanas de sete dias.

Calendário Egípcio: é um calendário baseado no movimento solar. O ano tinha 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias que somam 360 dias e mais 5 dias de festas depois da colheita.

Calendário Grego: baseado nos movimentos solares e lunares, seguindo um padrão parecido com o calendário babilônico, porém a intercalação do 13o mês era bem mais bagunçada.

Os índios americanos - Maias, Astecas e Incas  também tinham calendários baseados principalmente no mês lunar.

 

Hoje em dia temos basicamente três calendários em vigência no mundo: o calendário cristã que nós usamos e que conta os anos a partir do nascimento de Cristo, calendários muçulmano e israelita que não consideram o nascimento de Cristo e por isso apresentam anos diferentes do nosso. O calendário israelita é baseado no babilônico. Uma curiosidade é que o dia desse calendário como do muçulmano inicia-se com o por do Sol e não a 00h00min, o primeiro dia de cada ano novo não pode cair na quarta, sexta ou domingo, se isso acontecer o início do ano é transferido para o dia seguinte.

 

 

O calendário romano baseava-se no ciclo lunar e tinha 304 dias divididos em 10 meses -- seis com 30 dias e quatro com 31. Naquela época, a semana tinha oito dia. Foi Rómulo quem nomeou os primeiros quatro meses do calendário romano de:

- martius

- aprilis

- maius

- junius 

 

Os meses seguintes foram simplesmente contados em latim:  

- quintilis

- sextilis

- septembre

- octobre

- novembre

- decembre

 

Como esse calendário não estava alinhado com as estações do ano, que duram cerca de 91 dias cada uma, por volta do ano 700 a.C., o rei Numa, que sucedeu Rómulo no trono, decidiu criar mais dois meses: janus e februarius. Embora as estações estejam ligadas ao ciclo solar, o novo calendário romano continuou a seguir o ciclo lunar, mas passou a ter 354 dias (seis meses de 30 dias e seis de 29).

 

Durante o império de Júlio César, por volta do ano 46 a.C., o calendário sofreu mais mudanças. Os senadores romanos mudaram o nome do mês quintilius para Julius, para homenagear o imperador. O calendário passou a orientar-se pelo ciclo solar, com 365 dias e 6 horas. O chamado calendário juliano foi uma tentativa de entrar em sintonia com as estações.


Foi criada uma rotina em que por três anos seguidos o calendário deveria ter 365 dias. No quarto ano, ele passaria a ter 366 dias, pois, após quatro anos, as 6 horas que sobravam do ciclo solar somavam 24 horas, isto é; mais um dia. Estava estabelecido o ano bissexto. Além dos meses alternados de 31 e 30 dias (excepto fevereiro, que tinha 29 dias ou 30 em anos bissextos), passou-se a considerar janeiro, e não março, o primeiro mês do ano.

 

Mais tarde, quando o mês sextilius passou a ser chamado de Augustus, decidiu-se que o mês em homenagem ao imperador Augusto não poderia ter menos dias que o mês dedicado a Júlio César. Um dia de februarius foi então transferido para Augustus -- por isso hoje o mês de fevereiro tem 28 dias (ou 29 em anos bissextos). Para evitar que houvesse três meses seguidos com 31 dias, o total de dias dos meses de septembre a decembre foi trocado: setembro e novembro ficaram com 30 dias, outubro e dezembro com 31.

 

NOMES DOS MESES, SIGNIFICADO:

 

Janeiro: O nome provém do latim Ianuarius, décimo-primeiro mês do calendário de Numa Pompílio, o qual era uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana.

Fevereiro:  nome fevereiro vem do latim februarius, inspirado em Februus, deus da morte e da purificação na mitologia etrusca.

Março: O seu nome deriva do deus romano Marte

Abril:  O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa abrir, numa referência à germinação das culturas. Outra hipótese sugere que Abril seja derivado de Aprus, o nome etrusco de Vénus, deusa do amor e da paixão.

Maio: O seu nome é derivado da deusa romana Bona Dea da fertilidade. Outras versões apontam que a origem se deve à deusa grega Maya, mãe de Hermes.

Junho:  O seu nome é derivado da deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter.

Julho: Julho deve o seu nome ao imperador romano Júlio César, sendo antes chamado Quintilis em latim, dado que era o quinto mês do Calendário Romano, que começava em Março. Também recebeu esse nome por ser o mês em que César nasceu.

Agosto: É assim chamado por decreto em honra do imperador César Augusto, antes agosto era denominado Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rômulo/Rómulo (calendário romano).

Setembro: Deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do Calendário Romano, que começava em Março. Na Grécia Antiga, Setembro chamava-se Boedromion.

Outubro: Deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março.

Novembro: Novembro deve o seu nome à palavra latina novem (nove), dado que era o nono mês do calendário romano.

Dezembro: Dezembro deve o seu nome à palavra latina decem (dez), dado que era o décimo mês do Calendário Romano.

 

ORIGENS DOS DIAS DA SEMANA:

 

 Existem dois motivos que fizeram os antigos agrupar sete dias para formar uma semana, um deles é baseado nas fases da lua. Se você observou as fases da lua irá perceber que entre o quarto crescente e a lua cheia passam-se sete dias. Outro motivo que deu origem a esse agrupamento de sete dias para formar a semana eram os astros visíveis no céu a olho nu. Na antigüidade podiam ser vistos sete astros no céu e que não eram estrelas; o Sol, a Lua, e cinco planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Por isso muitos povos deram a cada dia da semana o nome de um desses astros. Em muitos idiomas esses nomes estão presentes até hoje, veja a tabela abaixo.
 
 

Astros 

Espanhol

Italiano

Inglês

Português

Sol

Domingo

Domenica

Sunday

Domingo

Lua

Lunes

Lunedi

Monday

Segunda-feira

Marte

Martes

Martedi

Tuesday

Terça-feira

Mercúrio

Miercoles

Mercoledi

Wednesday

Quarta-feira

Júpiter

Jueves

Giovedi

Thursday

Quinta-feira

Vênus

Viernes

Venerdi

Friday

Sexta-feira

Saturno

Sabado

Sabato

Saturday

Sábado

 

Os dias da semana, têm seus nomes na língua portuguesa devido à liturgia católica e por iniciativa de Martinho de Dume, que denominava os dias da semana da Páscoa com dias santos em que não se deveria trabalhar, originando os nomes litúrgicos:

Prima Feria => Domingo
Feria Secunda => Segunda-feira
Feria Tertia => Terça-feira
Feria Quarta => Quarta-feira
Feria Quinta => Quinta-feira
Feria Sexta => Sexta-feira
Sabbatum => Sábado

Observe que o Sábado (Sabbatum em Latim) foi originado do hebreu shabbat, de conotação evidentemente religiosa. O imperador Flávio Constatino (280-337 d.C.) mudou o nome de Prima Feria para Dies Dominica, após sua conversão ao cristianismo. A expressão "feira" tem origem em "féria" que indica a remuneração pelo dia de trabalho. Ainda hoje no Brasil, "féria" é o dinheiro recebido por um comerciante pelas vendas efetuadas naquele dia. Em bom e antigo português a “féria” está relacionada com o dia de trabalho.